FILMES INESQUECÍVEIS... GIGANTES EM LUTA


Há filmes que não precisam de revisões modernas nem de desculpas históricas para continuar funcionando. GIGANTES EM LUTA é um deles. Basta o primeiro enquadramento para nos transportar de volta a um tempo em que o faroeste era puro espetáculo: heróis maiores que a vida, vilões bem definidos e uma aventura conduzida com elegância, humor e pólvora na medida certa. Rever esse filme hoje é reencontrar o western em sua forma mais divertida e confiante, quando contar uma boa história ainda era o maior trunfo de Hollywood.
Mais do que um simples clássico, este filme é o encontro de duas lendas — John Wayne e Kirk Douglas — em torno de uma ideia irresistível: roubar o “carro-forte” mais imponente que o Velho Oeste já viu. O resultado é um filme que combina carisma, ação e um charme que o tempo não conseguiu apagar. Neste artigo, o convite é claro: voltar à estrada poeirenta desse western inesquecível e entender por que, mesmo décadas depois, ele ainda segue avançando como sua lendária caravana blindada — pesado, imponente e impossível de ignorar.

SINOPSE: Um ex-foragido em busca de redenção (John Wayne), acompanhado por um pistoleiro habilidoso e um aliado indígena, acaba se unindo a outro homem igualmente marcado pelo passado (Kirk Douglas). Juntos, eles arquitetam um audacioso assalto a um carregamento de ouro transportado por uma espécie de carro-forte itinerante: uma caravana blindada, fortemente vigiada e praticamente impenetrável. Entre emboscadas, perigos constantes e decisões no limite, o plano parece enfim dar certo. No entanto, quando chega o momento de dividir o valioso butim, uma reviravolta amarga transforma a vitória em tensão e desconfiança.

Caso deseje ter acesso ao filme completo, 

clique AQUI e fale conosco.


Título: GIGANTES EM LUTA
Título Original: The War Wagon
Ano: 1967
Duração: 96 min.
País: EUA
Gênero: Drama/aventura/faroeste
Direção: Burt Kennedy
Roteiro: Clair Huffaker (baseado no próprio livro Badman, de 1957)
Elenco Principal:
- John Wayne ....... Taw Jackson
- Kirk Douglas ....... Lomax
- Howard Keel ....... Levi Walking Bear
- Robert Walker Jr. ....... Billy Hyatt (como Robert Walker)
- Keenan Wynn ....... Wes Fletcher
- Bruce Cabot ....... Pierce
- Joanna Barnes ....... Lola
- Valora Noland ....... Kate Fletcher
- Bruce Dern ....... Hammond
- Gene Evans ....... Auxiliar Hoag
- Terry Wilson ....... Xerife Strike
- Don Collier ....... Shack
- Sheb Wooley ....... Snyder
- Ann McCrea ....... Felicia
- Emilio Fernández ....... Calita
Trilha sonora: Jerome Moross e Dimitri Tiomkin
Cinematografia: William H. Clothier
Edição: Harry Gerstad
Design de produção: Alfred Sweeney
Produção: Batjac Productions, Inc., com Marvin Schwartz


OPINIÃO

Assistir a Gigantes em Luta (The War Wagon, 1967) é como reencontrar um velho amigo que nunca decepcionou. Para quem cresceu vendo faroestes na televisão, em sessões da tarde ou nas madrugadas de sábado, esse filme carrega aquele sabor inconfundível de aventura bem contada, onde tudo está no lugar certo: heróis carismáticos, vilões detestáveis e uma história que avança com ritmo firme, sem pressa e sem excesso de explicações. É o tipo de western que não tenta ser mais do que é — e justamente por isso acerta em cheio.

John Wayne surge em plena forma, representando o arquétipo do homem injustiçado que não esquece nem perdoa facilmente, enquanto Kirk Douglas traz leveza, ironia e uma energia quase travessa ao parceiro improvável. A relação entre os dois é o coração do filme: cheia de desconfiança, sarcasmo e respeito silencioso. O famoso “war wagon”, aquela caravana blindada absurda e fascinante, vira símbolo do poder e da ganância, além de garantir algumas das sequências mais memoráveis do longa. Cada emboscada, cada plano e cada tiroteio reforçam a sensação de que estamos diante de um grande espetáculo clássico, feito para ser apreciado com calma.

Talvez o maior mérito de Gigantes em Luta seja lembrar o espectador de um tempo em que o faroeste não precisava ser cínico ou excessivamente sombrio para ser adulto e envolvente. O filme se diverte com sua própria grandiosidade, aposta no carisma de seus atores e entrega exatamente aquilo que promete: aventura, tensão e entretenimento puro. Para os fãs nostálgicos do gênero, é mais do que um bom filme — é uma celebração do western como ele sempre foi amado, daqueles que continuam valendo a revisão… e a revisão da revisão. 


CURIOSIDADES
  • John Wayne e Kirk Douglas já se conheciam ("A Primeira Vitória", de 1965 e "À Sombra de um Gigante", 1966) e se respeitavam profissionalmente, mas este foi o único western em que dividiram o protagonismo em pé de igualdade.
  • O gigantesco “Vagão Carro Forte" (war wagon) foi construído especialmente para o filme e exigiu reforços estruturais para suportar o peso das placas metálicas usadas na blindagem.
  • A ideia do carro-forte sobre rodas surgiu como uma forma de diferenciar o filme dos tradicionais assaltos a bancos vistos em outros westerns.
  • Burt Kennedy, diretor do filme, era conhecido por equilibrar ação e humor, característica que dá ao longa seu tom leve e aventureiro.
  • John Wayne considerava o filme um de seus trabalhos mais divertidos da década de 1960, justamente por fugir do tom excessivamente sério.
  • Kirk Douglas aceitou o papel atraído pela possibilidade de interpretar um personagem ambíguo, menos heroico e mais irônico do que o padrão do gênero.
  • Grande parte das filmagens ocorreu em locações naturais no deserto de Utah, o que contribui para o visual amplo e clássico do faroeste.
  • As cenas de ação foram filmadas com o mínimo possível de truques de câmera, valorizando dublês e efeitos práticos.
  • O filme foi um sucesso comercial na época do lançamento, ajudando a manter o western tradicional relevante em um período de mudanças no gênero.
  • A trilha sonora é assinada por Jerome Moross, porém Dimitri Tiomkin também aparece nos créditos por questões contratuais e técnicas de direitos autorais, devido ao uso legítimo de material musical pré-existente.
  • O vilão interpretado por Bruce Cabot foi pensado como uma figura quase caricata do poder e da corrupção no Velho Oeste.
  • Gigantes em Luta costuma ser citado como um dos últimos grandes westerns clássicos antes da ascensão dos faroestes mais sombrios e revisionistas.
  • A química entre Wayne e Douglas influenciou futuros westerns e filmes de aventura centrados em duplas improváveis.
  • Décadas depois, o filme segue sendo exibido na televisão e redescoberto por novas gerações, consolidando sua reputação como um clássico atemporal do gênero.

Gostou deste post?
Então junte-se a nós! Siga nosso blog e faça parte de nossa página no Facebook. 
Junte-se a família "NAFTALINA NERD", inteiramente dedicada a relembrar coisas boas e curiosas do passado. Ajudando alguns a reviverem boas lembranças e outros a conhecer a origem do que se vê hoje nos quadrinhos, nas animações e nos filmes..
 

Postar um comentário

0 Comentários