NAFTATRASH... SUPERGIRL, O FILME

 


Existe um tipo de filme que não precisa ser perfeito para ser inesquecível. Na verdade, quanto mais imperfeito, melhor. É nesse território delicioso do cinema que (na minha opinião!) mora SUPERGIRL — uma produção que nasceu com ambição de blockbuster, mas que hoje é abraçada por fãs como uma joia cult… com fortes (e divertidíssimos) traços de “FILME TRASH”.

Sim, meus amigos: este é aquele tipo de filme que você assiste com um sorriso no rosto — seja pela nostalgia, seja pelas falhas gloriosas.


SINOPSE: Supergirl (Helen Slater) foi levada acidentalmente para Terra, onde conhece Ethan (Hart Bochner). Ethan está sob um feitiço criado pela bruxa Selena (Faye Dunaway), que o faria se apaixonar pela primeira pessoa que visse. Quando o feitiço faz Ethan se apaixonar por Supergirl, e não por Selena, a feiticeira fica furiosa e convoca as forças do mal para lutar contra a heroína.



Título: SUPERGIRL
País: EUA
Ano: 1984
Gênero: Aventura/Super Herói
Direção: Jeannot Szwarc
Elenco Principal:
- Helen Slater - Kara Zor-El/Linda Lee/Supergirl
- Faye Dunaway - Selena
- Peter O'Toole - Zaltar
- Hart Bochner - Ethan
- Mia Farrow - Alura In-Ze
- Brenda Vaccaro - Bianca
- Peter Edward Cook - Nigel
- Simon Ward - Zor-El
- Marc McClure - Jimmy Olsen
- Maureen Teefy - Lucy Lane
- David Healy - Mr. Danvers
- Sandra Dickinson - Moça bonita
- Matt Frewer - motorista de caminhão ("Eddie")
- Kelly Hunter - cidadão de Argo City
- Glory Annen - manifestante de Midvale
Produção executiva: Ilya Salkind
Produção Timothy Burrill
Roteiro: David Odell
Música: Jerry Goldsmith
Direção de fotografia/Cinematografia: Alan Hume
Direção de arte: Terry Ackland-Snow / Charles Bishop
Figurino: Emma Porteous
Edição: Malcolm Cooke
Orçamento:   US$ 35 milhões
Arrecadação: US$ 14,3 milhões


Lançado em 1984, o filme foi dirigido por Jeannot Szwarc e surgiu na esteira do sucesso estrondoso dos filmes do Superman estrelado por Christopher Reeve. A ideia era clara: expandir o universo e provar que a prima do herói também podia brilhar.

O filme ainda conta com um elenco de peso:

  • Helen Slater — estreando no cinema como a heroína

  • Faye Dunaway — entregando uma vilã exagerada e memorável

  • Peter O'Toole — sim, um vencedor do Oscar está aqui

  • Mia Farrow — porque aparentemente ninguém disse “não” ao projeto

Um elenco desse calibre em um filme que hoje tende a ser visto como “trash cult”, só aumenta o charme da coisa toda. É quase como assistir atores consagrados brincando de fantasia com um orçamento que… bem… não acompanhou a ambição.

E aqui está o ponto central: Supergirl não queria ser trash.
  • Foi produzido pelos mesmos nomes ligados à franquia Superman

  • Tinha orçamento considerável para a época

  • Apostava em efeitos especiais e cenas de voo elaboradas

Inclusive, Helen Slater passou por treinamento intenso e chegou a ser suspensa por cabos a dezenas de metros de altura para as cenas de voo. 

Mas o resultado… ah, o resultado.

Os efeitos envelheceram mal, o roteiro parece perdido entre fantasia infantil e aventura épica, e o tom do filme oscila como um elevador quebrado.

E é justamente aí que mora a magia.

Na época, o filme não foi bem recebido. Crítica fria, público morno e bilheteria decepcionante — arrecadou bem menos do que custou. 

Hoje, sua avaliação continua baixa (algo em torno de 4,4 no IMDb),  mas isso pouco importa para quem entende o valor de um bom “trash”.

Porque Supergirl é aquele tipo de filme que entrega:

  • Atuações exageradas (especialmente de Faye Dunaway)

  • Efeitos especiais que parecem… esforçados demais

  • Momentos involuntariamente engraçados

  • Uma inocência narrativa que não existe mais


Assistir Supergirl hoje é como abrir uma cápsula do tempo… que vazou glitter, fumaça de máquina e decisões criativas duvidosas.

E quer saber? Isso é maravilhoso.

É o tipo de filme que:

  • tenta ser épico, mas tropeça

  • tenta ser sério, mas escorrega no próprio tom

  • tenta ser grandioso… e acaba sendo carismático

E no fim, você percebe que está se divertindo mais do que com muito blockbuster moderno superpolido.

NAFTASÉRIE... SUPERBOY

Supergirl (1984) talvez não tenha alcançado o mesmo céu que seu primo kriptoniano, mas encontrou algo igualmente valioso: um lugar especial no coração dos fãs de cinema cult e trash.

Não é um clássico no sentido tradicional.

Mas é, sem dúvida, um clássico… do jeito mais torto, estranho e divertido possível.

E às vezes, convenhamos, são esses os melhores.


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