NAFTASÉRIE... O CAPITÃO MARVEL (SHAZAM)


Muito antes dos filmes bilionários e do universo cinematográfico dominar as telas, um herói poderoso já voava pela televisão dos anos 70! 
Em 1974, a série “CAPITÃO MARVEL” levou às tardes de aventura um personagem que marcou época entre fãs de quadrinhos, cultura pop e nostalgia televisiva. Com efeitos simples, clima inocente e aquele charme típico das produções da época, a série se tornou uma verdadeira lembrança afetiva para quem cresceu acompanhando as aventuras do jovem Billy Batson e seu alter ego mágico.
Vamos relembrar curiosidades, bastidores e o impacto dessa clássica série que ajudou a apresentar o herói para toda uma geração — muito antes dele voltar aos holofotes nos cinemas. Prepare-se para uma viagem nostálgica direto aos anos 70! 

SINOPSEBilly Batson, vivido por Michael Gray, é um jovem escolhido por seres ancestrais conhecidos como os Anciãos para cumprir uma importante missão: combater o mal e proteger os inocentes. Ao pronunciar a palavra mágica “SHAZAM!”, Billy se transforma instantaneamente no poderoso Capitão Marvel, interpretado por Jackson Bostwick nas duas primeiras temporadas e, posteriormente, por John Davey na terceira.

O nome “SHAZAM” é um acrônimo que reúne os dons concedidos por lendárias figuras da antiguidade: a sabedoria de Salomão, a força de Hércules, a resistência de Atlas, o poder de Zeus, a coragem de Aquiles e a velocidade de Mercúrio. Com esses poderes extraordinários, o herói enfrentava criminosos, injustiças e perigos diversos, sempre colocando a verdade e a bondade acima de tudo.

Ao lado de seu sábio mentor, Mentor, interpretado por Les Tremayne, Billy percorre os Estados Unidos em um motorhome, vivendo aventuras marcadas pelo espírito otimista e educativo típico das produções televisivas dos anos 70. Misturando ação, fantasia e lições morais, a série conquistou uma geração ao transmitir mensagens sobre coragem, honestidade, responsabilidade e justiça — elementos que ajudaram a transformar “Capitão Marvel” em uma lembrança inesquecível da cultura pop televisiva.

OPINIÃO

A série “Capitão Marvel”, permanece viva na memória de muitos fãs justamente por representar uma época em que os heróis televisivos carregavam valores positivos e serviam como verdadeiros exemplos para o público infantil. Em meio ao clima leve e aventureiro dos anos 70, Billy Batson e seu poderoso alter ego mostravam que coragem, honestidade, humildade e respeito ao próximo eram virtudes tão importantes quanto qualquer superpoder. Era o tipo de produção que entretinha sem abrir mão de transmitir boas lições.

Revisitar “Capitão Marvel” hoje é reencontrar uma televisão mais inocente, otimista e preocupada em valorizar os bons costumes. Cada episódio apresentava mensagens sobre responsabilidade, amizade, empatia e justiça, reforçando a figura do herói como alguém que inspira pelo caráter e não apenas pela força. Talvez seja justamente essa combinação de fantasia, simplicidade e valores morais que faça da série uma lembrança tão querida e nostálgica para toda uma geração.



Título: CAPITÃO MARVEL
Título Original: SHAZAM!
Ano: 1974
País: EUA
Gênero: Série de TV/Aventura/Drama/Super-herói
Estúdio: Filamation
Emissora: CBS
Produtores: Lou Scheimer e Norm Prescot
Elenco Principal:
- Billy Batson - Michael Gray
- Capitão Marvel - Jackson Bostwick/John Davey
- Mentor - Les Tremayne
- Salomão (VOZ) - Norm Precott
- Hércules (VOZ) - Adam West
- Atlas (VOZ) - Lou Scheimer
- Zeus (VOZ) - Lou Scheimer
- Aquiles (VOZ) - Lou Scheimer
- Mercúrio (VOZ) - Lou Scheimer
Episódios: 28, com duração média de 30 min, distribuídos em três (3) temporadas.


CURIOSIDADES:
  • O 'Capitão Marvel', agora conhecido como SHAZAM, foi criado por C.C. Beck e por Bill Parker, em 1939 para a Fawcett Comics (hoje incorporada a DC Comics) e sua primeira aparição foi em fevereiro de 1940, na revista "Whiz Comics #02".
  • A aparência original do personagem foi baseada no ator Fred MacMurray que era muito popular na época.
  • Em 1941, o personagem teve muito sucesso na Fawcett Comics, mas a DC Comics entrou com uma ação judicial alegando que o personagem era uma cópia do Superman. Após muitos anos com esse processo, a Fawcett Comics acabou entrando em falência. Entre os anos 50 até os anos 70, a DC Comics conseguiu comprar os direitos do personagem e de todos relacionados a ele. O acordo foi oficializado em 1972. Assim, o herói ressurgiu nos quadrinhos em Shazam! #1.
  • O Capitão Marvel foi o primeiro super herói em live-action adaptado para as telas de cinema pela 'Republic Pictures', “The Adventures of Capitain Marvel”, com 12 episódios e trazia Tom Tyler no papel do herói; e Frank Coghlan Jr, como Billy Batson, isso em 1941.
  • A série foi produzida pela Filmation, sendo este o primeiro programa com atores do estúdio de animação.
  • A série em “live-action”, tinha os orçamentos de produção baixíssimos, reduzindo ao máximo as cenas de ação. Quando não voava num efeito de cromakey muito mal feito, o Capitão Marvel aparecia apenas da cintura para cima, balançando os braços contra um fundo azul, cena gravada com o ator em cima de um caminhão de braços abertos.
  • A substituição do ator Jackson Bostwick (Capitão Marvel) aconteceu quando este não apareceu para algumas gravações e os produtores acreditaram que ele estava fazendo pressão para aumentarem seu salário. O ator foi demitido e John Davey assumiu o manto do personagem. Contudo, Bostwick entrou na justiça e venceu. Na verdade, ele não compareceu as gravações porque estava sob cuidados médicos por ter se machucado durante as filmagens. A justiça lhe fi favorável e ele conseguiu receber todo o valor da segunda temporada embora não tenha atuado. Em uma entrevista, Bostwick culpa a troca de produtores entre as temporadas pela confusão.


  • A versão de televisão de Shazam! é notavelmente diferente do material original dos quadrinhos. O mago Shazam não aparece na série; O adolescente Billy Batson fala diretamente aos imortais que lhe deram os poderes (todos os quais são personagens animados e não atores): Salomão, (sabedoria); Hércules, (força); Atlas, (vigor); Zeus, (poder); Aquiles, (coragem); e Mercúrio, (velocidade). Em vez de permanecer na sua cidade natal (Fawcwt City), Billy e o seu guardião "Mentor" eram nômades, viajando em todo o país em um motorhome. (Na época a mídia explicou que Batson tinha tomado uma licença do seu emprego de repórter de rádio, uma circunstância que também chegou a ser referida em diálogos da série).
  • O seriado teve ao todo três temporadas, sendo que durante as duas últimas, o seriado foi apresentado dentro do programa The Shazam!/Isis Hour, compartilhando o espaço com outra série chamada Poderosa Ísis, também produzida pela Filmation. A heroína também participou da série Shazam! em três (3) episódios. De igual modo, o Capitão Marvel (interpretado por John Davey) também fez três (3) aparições crossover na série da Poderosa Isis.
  • Em nenhum dos 28 episódios houve a aparição de algum supervilão, assim como nunca ocorreu nenhuma violência.
  • O programa inicialmente ia ao ar na rede americana CBS nas manhãs de sábado, às 10h30.
  • O ator  Michael Gray, antes de interpretar Billy Batson, apenas havia feito algumas pequenas participações em seriados como A Família Sol-Lá-Si-Dó, The Brian Keith Show e A Noviça Voadora.
  • Infelizmente, o ator Michael Gray (Billy Batson) apesar de ter feito sucesso na série, acabou estigmatizado pelo personagem e depois que a série terminou, teve problemas em encontrar trabalho como ator, deixando a profissão até o fim dos anos 90.
  •  série foi exibida pela primeira vez no Brasil na Rede Globo em 1975 sendo apresentada diariamente às 17h45 num horário chamado Hanna-Barbera 75. Em 1980, ainda na Rede Globo, ocupava o horário das 12h30 onde ficou até o ano seguinte. Depois de um longo período fora da nossa programação a série só retornou à televisão brasileira pelo SBT no início dos anos 80 pelo programa Bozo. Já em 1987, era apresentada junto com a série Ark II às 20h30 nas quartas-feiras, e aos domingos, dentro do programa Silvio Santos.  No horário nobre do meio de semana permaneceu até 1988.


Espero que tenhamos conseguido, ainda que de forma modesta, trazer a memória dos mais antigos um pouco da emoção dos velhos tempos e aos mais novos uma boa amostra do que tínhamos no passado.

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