SINOPSE: A trama acompanha as horas finais de Jesus de Nazaré, interpretado por Jim Caviezel, desde o momento de sua traição por Judas Iscariotes até sua condenação. Capturado durante a noite no Monte das Oliveiras por guardas a serviço das autoridades religiosas, lideradas por Caifás, ele é submetido a violentos maus-tratos antes de ser levado ao julgamento sob o poder romano.
Diante de Pôncio Pilatos, vivido por Hristo Shopov, surge o impasse: o governador não identifica culpa que justifique a execução, mas enfrenta crescente pressão das lideranças judaicas e da multidão. Na tentativa de evitar uma decisão definitiva, Pilatos encaminha o caso a Herodes Antipas, que também não vê motivo para condenação e devolve o prisioneiro.
De volta ao seu tribunal, Pilatos se vê cada vez mais encurralado pela instabilidade política e pelos clamores populares por crucificação. Mesmo relutante, ele acaba cedendo, enquanto sua esposa, Claudia Gerini, manifesta inquietação ao acreditar que Jesus seja, de fato, o Messias prometido.
"Este é um filme sobre amor, esperança, fé e perdão. Ele [Jesus] morreu por toda a humanidade, sofreu por todos nós. É hora de voltar para a mensagem básica. O mundo ficou louco. Todos nós poderíamos usar um pouco mais de amor, fé, esperança e perdão." - Mel Gibson
CURIOSIDADES:
- Não foram poucas as vezes que o cinema adaptou a vida (e a morte) do Senhor Jesus. O Rei dos Reis (1961), de Nicholas Ray, O Evangelho Segundo São Mateus (1964), de Pier Paolo Pasolini, A Maior História de Todos os Tempos (1965), de George Stevens, Jesus de Nazaré (1977), de Franco Zeffirelli, A Última Tentação de Cristo (1988), de Martin Scorsese… muitos foram os filmes (bons e ruins) que retrataram a jornada de Jesus Cristo, mas nunca antes uma produção cinematográfica havia alcançado o grau de realismo na representação do sofrimento e de qualidade na reconstituição histórica daquele período que Mel Gibson foi capaz de atingir com A Paixão de Cristo, em 2004.
- Mel Gibson financiou o filme com seu próprio dinheiro (US$ 45 milhões), pois teve dificuldade em encontrar um estúdio disposto a apoiar o projeto devido ao seu conteúdo controverso. Apesar disso, o filme arrecadou mais de US$ 600 milhões em todo o mundo, tornando-se um dos filmes independentes de maior bilheteria de todos os tempos.
- O filme foi proibido no Kuwait e no Bahrein e tentativas judiciais de conseguir a sua retirada dos cinemas se espalharam pelo mundo ocidental – sem sucesso. Antissemita, fascista, sadomasoquista, fundamentalista: sobraram acusações contra a obra – e também sobre seu autor, costumeiramente chamado de “fundamentalista católico” na grande imprensa –, condenada por vários líderes judaicos, católicos e protestantes, pensadores esquerdistas e jornalistas do mundo inteiro. A Paixão de Cristo polarizou as críticas cinematográficas.
- Inicialmente o título original do filme seria "The Passion". Entretanto, como este título já havia sido registrado pela Miramax Films, ele foi posteriormente alterado para "The Passion of the Christ".
- Mel Gibson e Benedict Fitzgerald, roteiristas do longa, disseram que eles leram muitos relatos da Paixão de Cristo para a inspiração, incluindo os escritos de devoção dos místicos católicos romanos. A fonte principal é A Dolorosa Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, da freira alemã Anne Catherine Emmerich (1774–1824). Alguns críticos afirmam que há um alto nível de dependência do roteiro do filme nele.
- Entre as passagens extraídas do livro de Emmerich estão as cenas da suspensão de Jesus a partir de uma ponte depois de sua prisão pelos guardas do templo, o tormento de Judas por demônios depois que ele entregou Jesus ao Sinédrio, a limpeza acima do sangue de Jesus depois de sua flagelação, e o deslocamento do ombro de Jesus, de modo que a palma da mão alcançasse o buraco furado na cruz.
- Ao incorporar Jesus Cristo, Jim Caviezel experienciou uma verdadeira provação. Além da preparação dedicada, que envolveu aprender a falar aramaico, latim e hebraico, o ator acabou se machucando algumas vezes durante as filmagens: deslocou o ombro ao carregar a cruz, foi atingido por chicotadas — que lhe rendeu uma ferida de 35 centímetros –, teve enxaquecas, hipotermia e pneumonia. Devido a alertas médicos, Mel Gibson chegou a sugerir que o processo fosse menos bruto, mas o ator preferiu seguir em frente. Para completar a lista, Caviezel foi atingido por um raio, mas não se feriu.
- Depois de encenar o martírio sofrido por Jesus, Jim Caviezel relata que sentiu uma espécie de chamado. Conforme contou em entrevistas, ele teria percebido ao longo da produção que sua chance de atuar no papel não se tratava apenas de um trabalho, mas de um convite divino para se aproximar da figura de Cristo. Como resultado, Caviezel se tornou palestrante religioso. O ator também afirma que Gibson o alertou de que, se aceitasse o papel, ele nunca mais trabalharia em Hollywood — Caviezel, de fato, não teve outros papéis nos grandes estúdios desde então. Nos últimos anos, o ator ressurgiu nos holofotes por suas declarações ligadas aos ideais conservadores de direita.
- As iniciais de Jesus Cristo e Jim Caviezel são as mesmas, JC. Curiosamente, quando estava envolvido com o filme A Paixão de Cristo, Caviezel tinha a mesma idade que Jesus tinha quando foi crucificado, 33 anos.
- O filme foi produzido em aramaico, latim e hebraico antigo, com legendas em inglês e outros idiomas. Isso foi feito para aumentar a autenticidade histórica da narrativa.
- O Longa foi gravado de forma independente na Itália – nos estúdios da Cinecittà Studios em Roma e na região da Basilicata, em Sassi di Matera, centro histórico da cidade de Matera, classificado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1993, por suas cavernas e arquitetura de pedra única e em Craco, uma cidade fantasma desde a década de 1980. Locais exóticos que proporcionaram um cenário autêntico para recriar os eventos bíblicos.
- Na cena de abertura definido no Jardim de Getsêmani, Jesus esmaga a cabeça de uma serpente em alusão visual direto para Gênesis 3:15.
- No filme, a tábua pregada na Cruz com a inscrição "Jesus de Nazaré Rei dos Judeus", está escrita apenas em duas línguas (apesar de ocupar três linhas) enquanto que os Evangelhos referem que esta estava escrita em três línguas.










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