FILMES INESQUECÍVEIS... A UM PASSO DA ETERNIDADE

Há filmes que não apenas envelhecem bem — eles permanecem. A UM PASSO DA ETERNIDADE (From Here to Eternity) não pertence a uma época específica do cinema; pertence à memória afetiva de quem aprendeu a amar histórias contadas com tempo, silêncio e intensidade. Lançado em 1953, o filme carrega consigo uma solenidade rara, daquelas que não precisam gritar para marcar presença.
Mais do que um drama de guerra, a obra é um retrato humano de desejos contidos, conflitos morais e escolhas que ecoam mesmo quando os créditos sobem. Rever A Um Passo da Eternidade é reencontrar um cinema que confiava no olhar do espectador e acreditava que grandes emoções podiam nascer de gestos simples. Neste artigo, o convite é para voltar a esse clássico não apenas com os olhos de hoje, mas com o coração de quem ainda se permite sentir nostalgia. Enfim, sem mais delongas, embarque conosco nesta gostosa viagem nostálgica e divirta-se!

SINOPSE: Em 1941, o soldado Robert E. Lee Prewitt é transferido para a base militar de Schofield, no Havaí, após solicitar mudança de unidade. Reconhecido por seu talento no boxe, ele logo desperta o interesse do capitão local, que tenta convencê-lo a integrar a equipe da base. A recusa firme de Prewitt provoca a irritação do oficial, que passa a permitir — e incentivar — que o recruta seja submetido a constantes humilhações e pressões dentro da rotina militar.

Enquanto isso, o sargento Warden, homem respeitado entre os colegas, acaba se envolvendo com a esposa do capitão, uma mulher emocionalmente insatisfeita com seu casamento, dando início a um relacionamento marcado por tensão e desejo reprimido. Em paralelo, Maggio, amigo próximo de Prewitt, entra em conflito com um sargento brutal e autoritário, e o próprio Prewitt encontra algum alívio emocional ao se apaixonar por uma jovem à margem da sociedade. Em meio a dramas pessoais, abusos de poder e conflitos silenciosos dentro da base, os personagens seguem suas vidas sem perceber que um acontecimento devastador se aproxima: o ataque japonês a Pearl Harbor, que mudará tudo de forma irreversível.

 Caso deseje ter acesso ao FILME COMPLETO, 


Título: A UM PASSO DA ETERNIDADE 
Título Original: From Here to Eternity
País: EUA
Ano: 1953
Duração: 118 minutos
Gênero: Drama/Romance/2ª Guerra
Direção: Fred Zinnemann
Produção: Buddy Adler
Roteiro: Daniel Taradash
Baseado no livro: "From Here to Eternity", de James Jones
Elenco Principal:
- Burt Lancaster .... sargento Milton Warden
- Montgomery Clift .... Robert E. Lee "Prew" Prewitt
- Deborah Kerr .... Karen Holmes
- Donna Reed .... Alma Burke
- Frank Sinatra .... Angelo Maggio
- Philip Ober .... capitão Dana Holmes
- Mickey Shaughnessy .... Leva
- Harry Bellaver .... Mazzioli
- Ernest Borgnine .... sargento james "Fatso" Judson
- Jack Warden .... cabo Buckley
- John Dennis .... sargento Ike Galovitch
- Merle Travis .... Sal Anderson
- Tim Ryan .... sargento Pete Karelsen
- Arthur Keegan .... Treadwell
- George Reeves .... sargento Maylon Stark
Cinematografia: Burnett Guffey
Direção de arte: Cary Odell
Figurino: Jean Louis
Edição: William Lyon


OPINIÃO

*A Um Passo da Eternidade* é daqueles filmes que carregam o peso do tempo sem jamais parecerem datados. Revê-lo hoje é reencontrar um cinema que confiava mais nos silêncios do que nos excessos, mais nos conflitos humanos do que no espetáculo. Ambientado às vésperas de Pearl Harbor, o filme constrói sua força não na guerra em si, mas nas tensões cotidianas da vida militar, nas humilhações, nos afetos proibidos e na luta silenciosa pela dignidade.

Há uma melancolia elegante em cada atuação, especialmente em Montgomery Clift, cuja dor contida dá alma ao filme, e no romance inesquecível vivido por Burt Lancaster e Deborah Kerr, marcado desde o início por uma sensação de inevitável perda. É um cinema que respeita o tempo do espectador e acredita que emoções profundas não precisam ser apressadas. *A Um Passo da Eternidade* permanece como um lembrete nostálgico de quando grandes histórias eram contadas com calma, sutileza e humanidade.



Prêmios e Indicações:

1) Óscar 1954 (EUA)

Venceu na categoria de melhor filme, melhor diretor, melhor ator coadjuvante (Frank Sinatra), melhor atriz coadjuvante (Donna Reed), melhor edição, melhor fotografia - preto e branco, melhor roteiro adaptado e melhor som.

Indicado nas categorias de melhor ator (Burt Lancaster e Montgomery Cliff), melhor atriz (Deborah Kerr), melhor trilha sonora e melhor figurino - preto e branco.

2) Globo de Ouro 1954 (EUA)

Venceu nas categorias de melhor diretor e melhor ator coadjuvante (Frank Sinatra).

3) Festival de Cannes 1954 (França)

Recebeu um prêmio especial.

Foi indicado ao Grande Prêmio do Festival.

4) BAFTA 1954 (Reino Unido)

Venceu na categoria de melhor filme de qualquer origem.

5) Prêmio NYFCC 1953 (New York Film Critics Circle Awards, EUA)

Venceu nas categorias de melhor ator (Burt Lancaster), melhor diretor e melhor filme.

CURIOSIDADES:

O filme foi indicado a treze prêmios Oscar e ganhou oito: montagem, som, fotografia, roteiro adaptado, atriz coadjuvante (Donna Reed), ator coadjuvante (Frank Sinatra), diretor e filme.

* A inesquecível cena do beijo foi gravada na praia de Halcona Cove, na ilha de Oahu. Hoje o local é um dos pontos turísticos mais procurados do Havaí.

* Foi o ator Burt Lancaster quem insistiu em mudar a sequência na qual o beijo com Deborah Kerr seria com os dois em pé pela posição horizontal, na areia.

* O papel de Karen Holmes não era para a escocesa Deborah Kerr. Só não foi interpretado por Joan Crawford porque ela brigou com o diretor Fred Zinnemann, insistindo em um câmera especial para ela. 

* Apesar da excelência da obra, a produção dolonga aconteceu sob a pressão (censura) de duas forças poderosas: o Código Hays (que ganhou o apelido de Código de Produção) e o crivo das Forças Armadas, conforme a legislação dos EUA em vigor entre 1930 e 1968.

* Este é o 1º de 3 filmes em que Burt Lancaster e Deborah Kerr atuaram juntos. Os demais foram Vidas Separadas (1958) e Os Pára-quedistas Estão Chegando (1969).

* Era desejo de Harry Cohn, executivo da Columbia na época da produção, que os atores Aldo Ray e Joan Crawford interpretassem os personagens Prewitt e Karen Holmes, respectivamente.

* Na época do lançamentosurgiu um rumor de que todas as cenas em que o ator George Reeves aparecia foram retiradas na edição final, já que nas pré-estréias o público o reconhecera como sendo o intérprete do Superman na TV. De acordo com o diretor Fred Zinnemann, o roteirista Daniel Taradash e o diretor-assistente Earl Bellamy, tais rumores são falsos e todas as cenas gravadas por Reeves foram incluídas no filme.

* Foi refilmado para a TV americana, no formato de minisérie, em 1979.

* Baseado em peça de James Jones, o roteiro de Daniel Taradash se passa praticamente o tempo inteiro numa ilha do Havaí.

* Montgomery Clift, Frank Sinatra e o autor James Jones tornaram-se grandes amigos durante as filmagens, frequentemente encarando legendárias bebedeiras.

* Clift ensinou Sinatra a interpretar o soldado Maggio em um dos poucos momentos de sobriedade do grupo.

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