Você pode estar pesando: "Já falaram tudo da série Mulher Maravilha. Para quê mais uma matéria?". Bem, primeiro porque os fãs nunca se cansam de ler um pouco mais sobre o assunto. Segundo, porque nem tudo foi falado e nossa matéria trás novos detalhes. Confira, aceitando nosso convite para ler e saber: "Como assim DUAS séries?"...
TENTATIVAS & FALHAS...
A segunda tentativa veio 7 anos mais tarde. A Rede ABC desenvolveu um filme para a TV que serviria de apresentação da personagem para uma prospectiva série. Mas, foi escolhida para servir de base a fase dos quadrinhos chamada de "I Ching", onde a Mulher Maravilha perde os poderes (não lembro porque) e enfrenta os vilões com artes marciais. Era uma mistura de Shang-Chi e James Bond...
Por alguma razão foi escolhida como protagonista Cathy Lee Crosby, mais conhecida como tenista do que como atriz. E pior: era loura! E ainda pior: se recusou a pintar os cabelos!! Resultado: uma Mulher Maravilha loura, sem poderes, super espiã, com direito a aparatos tecnológicos (pulseiras) e uma roupa espalhafatosa... O filme foi recebido com classificações "respeitáveis, mas não maravilhosas"...Nada de série!!
FINALMENTE...A SÉRIE!
Apesar do resultado 'morno' da primeira tentativa a Warner Bros e a ABC, ainda acreditavam que a série tinha potencial. Por isto encomendaram um novo piloto, desta vez baseado nas histórias originais da heroína. O novo roteiro ficou pronto e o filme foi produzido em 1975. Seu titulo: "The New Original Wonder Woman" (A Nova Mulher Maravilha Original), um titulo um tanto paradoxal, no Brasil ficou apenas "A Mulher Maravilha"...
Talvez o estranho titulo seja explicado pelas instruções dadas para o novo piloto, que o desconectava totalmente do filme anterior. A história devia ser o mais fiel possível aos quadrinhos, mas ainda com um toque de comédia (ah, Batman 66!). E isto foi feito. A história foi situada na Segunda Guerra Mundial. E como nos quadrinhos Steve Trevor, ferido gravemente, vai parar na Ilha Paraíso. É salvo pelas amazonas e volta para a civilização acompanhado de uma delas, a princesa Diana...em seu avião invisível (onde ela deixava????).
O filme foi bem recebido e a ABC pediu mais dois especiais de 60 minutos cada, que foram exibidos em abril de 1976. A série ficou em hiato e só começou de fato em outubro de 1976. Foram 13 episódios no total, tirando o piloto. A as classificações de audiência estavam boas, mas...
A ABC não pegou a série para uma segunda temporada! O motivo era o custo alto dos episódios, devido a série ser ambientada na década de 40. Duplicar roupas, veículos e cenários de época, custava caro! Poderia ser o fim do seriado, porém a Warner não desistiu e recebeu uma oferta do canal CBS. Porém a CBS queria que a série fosse transferida para a atualidade (no caso década de 70). Isto exigiu um novo piloto!
CONTINUAÇÃO QUE É UMA NOVA SÉRIE...
Ficaria estranho (como ficou aqui no Brasil), uma série pular da década de 1940 para a de 1970, de uma hora para outra (nos EUA de uma temporada para a outra). A solução foi produzir um novo piloto de longa metragem, introduzindo a heroína na era moderna. O piloto recebeu o titulo: "O retorno da Mulher Maravilha" e a série foi rebatizada como "As Novas Aventuras da Mulher Maravilha"...
Como a princesa Diana sofria um envelhecimento mais lento do que um humano normal, no novo piloto ela retorna da Ilha Paraíso 35 anos após os acontecimentos da primeira temporada. Além de voltar com a mesma cara, ainda consegue uma vaga no Comando de Defesa Interagências (IADC), que combate crimes, espionagem e ocasionais invasões espaciais...
E por uma destas coincidências que só acontecem em seriados, ela foi designada para trabalhar com...Steve Travor!!! Mas, como???? Calma! Era o Steve Travor JR...Sim, era o filho do velho Steve da primeira temporada. E que, curiosamente tinha a mesma cara e idade do pai! Como Diana estava apaixonada por Steve pai, os produtores fizeram com que ela não tivesse qualquer envolvimento com Steve Filho (apesar dele ser uma cópia carbono do pai - se é que vocês sabem o que é "cópia carbono"...).
A terceira temporada também trouxe mudanças, mas sem piloto desta vez! O que mudou foi o foco da série. Ela foi direcionada para o publico adolescente. Os assuntos passaram a envolver skates, montanhas russas (??), meio ambiente, etc. Passou-se a usar adolescentes nas histórias. Diana começou a trabalhar sozinha (Trevor virou chefe e aparecia pouco)...
Um alivio cômico introduzido no final da segunda temporada, o robô Rover, passou a ser usado com mais frequência para aumentar o efeito cômico...
Para completar, a musica de introdução foi regravada, para dar uma batida mais Discoteca...(O uniforme da Mulher Maravilha também ficou mais cavado atrás e o decote mais generoso)
Finalmente, também foi autorizado o uso de maior violência por parte da Mulher Maravilha. Nas temporadas anteriores, ela empurrava ou pulava alto para os vilões colidirem uns com o outros, agora ela podia dar uns 'sopapos' nos vilões. Foi acrescentado um poder a Diana, a capacidade de se comunicar telepaticamente com animais (na primeira temporada ela podia imitar qualquer voz).
Preparando para a quarta temporada, foi feita um discreta reinicialização com Diana sendo transferida para Los Angeles. Também foram acrescentados novo elenco de apoio: um novo chefe; um homem geneticamente aprimorado e indestrutível; um jovem de rua que inexplicavelmente podia fazer parte do grupo (??) e...um chipanzé indestrutível.
Com esta reformulação já sabem não? A série estava com baixa audiência e foi esmagada com a transferência de "O Incrível Hulk" de horário e pela nova série "Os Dukes de Hazzard", aquela com a prima gatona....
Resultado: ADEUS, Mulher Maravilha...
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